Aqui está reunido todo o conteúdo maldoso do TeatroSilva. Agora temos o nosso próprio pseudo-jornal. Cuidado, não faça nada errado, senão o redator te pega... e depois vai comer coxinha...

1 de setembro de 2009

DEPÓSITO DE CRÔNICAS

Nessa sessão, eu estarei colocando textos bons e com algum fundamento.
Então se você tem alguma sugestão de
História, crônica, fábula, poema, música e etc,
Mande por e-mail, carta, orkut, telepatia, sinal de fumaça e tudo mais.


Para estrear, uma parábola que eu achei extremamente boa para todos
nós que representamos um mundo melhor.
Tirada do livro "O Vendedor de Sonhos".

A Andorinha

Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveria promover a vida, dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros.
De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na
contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas.
Disseram: "Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?".
Os abutres bradaram: "Utópica! Veja se enxerga a sua pequenez!"
Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda. E bateu em retirada, carregando o filhote no bico.
Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar:
"Maluca! Está querendo ser heroínca!".
Mas não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro.
Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra.
Fitando-as nos olhos, deu uma resposta:


"Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem."

Nenhum comentário: