Aqui está reunido todo o conteúdo maldoso do TeatroSilva. Agora temos o nosso próprio pseudo-jornal. Cuidado, não faça nada errado, senão o redator te pega... e depois vai comer coxinha...
31 de outubro de 2009
Nossos outro$ 500
Nós do TS assistimos coletivamente o espetáculo Outro$ 500 do Engenho Teatral no dia 24.10.09.
Coletivamente discutimos e elaboramos um parecer sintético e natural, mais anarquista que marxista, mais Jenet do que Brecht, mais socrático, menos aristotélico.
Primeira impressão: havia um expectativa positiva do nosso grupo desejando absorver, aprender e roubar (compartilhar, é isso?) adoramos boas idéias e ações, portanto aquele espaço e aquela organização impressionou muito.
O espetáculo começa fora, visualmente também. Ai entramos, sentamos, assistimos, rimos. Questões foram aparecendo, claras e contundentes, outras, nem tanto, segundo alguns daqui. A linguagem teatral, perfeita; os tempos corretos, como um relógio suíço. Os atores, impecáveis. O roteiro, a justificativa histórica, a filosofia do ponto de vista proletário, criando a identificação imediata com o Zé da cena e os "Zés" da platéia.
Situações hilárias desarmavam o público para, em momentos específicos, os constrager com a verdade, traziam aos olhos, lágrimas, que insistiam em admitir nossas fraquezas. Não é mesmo uma catarse grega, o grito fica ali, preso. E dói. Depois passa... e volta. Uma montanha russa de sentimentos. Nós? Adoramos. Queríamos mais! Sugerimos uma conversa posteriormente com o diretor e com o elenco. Comos fãs assumidos mesmo, mas também como pesquisadores, pirateiros de conhecimento, ou ainda: aprendizes.
No fim, para não dizer que não houve críticas, achamos que faltou a presença do elenco mais próximo ao público no final do espetáculo. Talvez se dessem a volta e viessem receber as merecidas palmas aquém grades, ficassem mais palpáveis. Se eles aparecessem mais uma vez, tínhamos mais aplausos, que ficaram guardados, esperando. Daríamos até flores, se as tivéssemos.
Bom, fica o registro na nossa verdade, assim como parecer.
Obrigado a vocês pela referência, pelo apoio às nossas convicções, pelo respaldo ideológico àquilo que apresentamos aos jovens das escolas públicas, em nosso "Belfagor". Vocês responderam muitas perguntas, mesmo as que ainda nem havíamos feito.
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